Sobre ser mulher e querer viajar em paz

mulher viajante

Eu nunca fui do tipo super corajosa. Tenho medo de andar sozinha em lugares desertos, pegar táxi e me perder. Acho o máximo ver uma mulher viajante, desbravadora, dona do mundo! Já eu sou a pior viajante, tenho medo, inclusive, de andar de avião. 😖 Afe…nem eu tenho paciência comigo.

Entretanto, estava aqui com os meus botões e fazendo uma análise mais fria dos meus medos concluí que alguns desses medos não são meus. Eu não os teria se não houvesse o elemento “homo sapiens sem noção que ameaça a nossa segurança” na equação. São medos que outros – principalmente homens – nos dão de “presente”; já o medo de avião é culpa minha mesmo.😒

Ok, confesso, sou mais “noiada” que 102% das mulheres, mas tenho certeza que muitas mulheres sentem-se em perigo viajando sozinhas e quiçá deixam de viajar por causa disso. 😑

Eu poderia contar várias histórias sobre sentir-me em perigo nas minhas viagens mas vou contar uma só senão o post vira uma monografia e ninguém lê (estou de 👀 em vocês).

Bélgica, 2015. Chego em Bruxelas à noite, sem falar francês e sem internet. Preciso de um táxi. Estou com cinco amigos. Deixo-os com as malas. Chego ao taxista, sozinha, mostro o endereço. Ele olha para os outros, dá aquele sorriso de “hoje vou me dar bem”. Todos riem. Eu não sei que se passa. Prefiro não descobrir. Pânico. Volto para os meus amigos. Juntam-se à mim e voltamos aos táxis. Tudo muda. O respeito, o olhar, as risadas. Meu ranço daquela gente também toma conta. Nóia minha? Acho que não.

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Converso com uma amiga que foi pro Marrocos em uma daquelas escalas de vôo barateco que a gente ama (já falei desses vôos baratos aqui). Vamos ao contexto: ela está com o marido. Bate a fome tenebrosa depois de horas de vôo. Ela está nos “cafundós” do Marrocos. Tudo fechado. Eles descem do hotel em busca de um McLanche Feliz. 🍔🍟Ledo engano. Há apenas uma mercearia. Àquela hora só batata de pacote. Há 10 homens lá dentro. Ela entra com o marido. O marido torna-se imediatamente invisível. As roupas dela também. A conversa pára. Ela sente que é o fim. Uma pena…tão jovem…Em pânico ela sai, porque nem direito de comer uma batata velha ela tem. Porque é mulher. “Ain mas isso é cultural…” Cultural uma ova, como disse muito bem Emma Watson diva maravilhosa “Ainda não há, no mundo, um país que trate homens e mulheres igualitariamente” (achei que essa palavra estava errada, mas conferi no dicionário). 😬

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Por isso queridôncias e queridôncios, eu precisei falar. Não falei muito, mas falei. Falei sobre isso, sobre futilidades, falei sobre outros problemas que só nós, mulheres viajantes, vivenciamos.

Olho no vídeo 👀

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Mari Neubra é especialista em Planejamento de Viagem e criadora do Plano V. Pesquisa e produz conteúdo de viagem para a internet desde 2016. Já ajudou milhares de viajantes a ganharem o mundo com confiança e controle financeiro. O Plano V reúne estratégias testadas ao longo desses anos em mais de 25 países.