Roteiro Paris com pressa: O que visitar em 3 dias

Ah, Paris! A cidade luz, uma das mais caras românticas do mundo! Estar na Europa e não dar um pulinho na Torre Eiffel é quase um sacrilégio né, non? Pois em dezembro de 2018 eu decidi que depois de quase quatro anos morando no velho continente eu tinha que carimbar uma França no meu passaporte tupi-guarani.  Fui então passar 3 dias em Paris, essa cidade marravilhosa. Acompanhe o roteiro com pressa que fiz para ver de tudo um pouco.  Incluí também quantos eurícolos custou cada suspiro parisiense para você se planejarem nos míííínimos detalhes e saberem direitinho o que priorizar em uma viagem para Paris.

Dia 1: Roteiro Paris à pé
  • Hospedagem no Latin Quarter
  • P´tit Grec
  • Louvre
  • Touleries
  • Place le la Concorde
  • Grand Palais
  • Champs Elysées

Já cheguei chegando e me hospedando em Latin Quarter, uma bairro fofíneo cheio dos restaurantes e de xóvens, isso porque a Sobonne Université é logo ali. Inclusive, olha algumas opções de hospedagem mara por lá:



Booking.com

Daí você deve pensar que já embarquei no metrô em direção à Torre Eiffel, né? Na, na , ni, na, non! Acontece que bem na rua em que me hospedei há simplesmente o melhor crepe de Paris, o Petit Grec! Já parei a ali mesmo e comi igual à um pedreiro e iniciei minha viagem provando um crepe em tamanho XL que custa em torno de 5 euros. #choquei

Pança cheia, fui em direção ao Museu do Louvre. Obviamente depois de comer tanto não aguentaria caminhar nem 10% do museu. Como eu também tinha poucos dias resolvi apenas focar nas fotos turísticas com dedinho em cima da pirâmide e dar uma volta no hall principal. Isso mesmo, não embarquei numa jornada de 10 h museu adentro. #mejulguem Como vivo em Lisboa, vou visitar Paris novamente só para ir ao Louvre e à Disney, afinal tem que ser um dia inteiro pra cara um, quirids!

Se o Louvre for sua prioridade nessa viagem, compre aqui o ingresso fura-fila, porque ninguém merece perder 2h em pé do lado de fora. #obrigadadenada

Louvre nublado sem filtro com sensação térmica de -35°C de acordo com a friaca que eu senti.

Segui na direção norte (não tenho certeza se é norte mesmo) rumo ao Arco do Triunfo e assim iniciei uma caminhada infinita que só terminou às 3h da manhã, mas essa história eu conto outro dia.

Pois bem, pelo caminho passei pelo (prepara o francês…) Jardin des Touleries, Musée de l’Orangerie, Place le la Concorde, Grand Palais e Jardin de Champs Élysées. Uma jornada pelos principais pontos turísticos de Paris que de acordo com o Google Maps leva “apenas” 50 minutos e 3,6 km mas que com as 14252 paradas para foto leva quase um dia todo.  Não repita esse roteiro andarilho se você quiser preservar seus pezíneos, ao invés disso compre aqui um tour para fazer esse trajeto de Hop-on Hop-off  ou em um cruzeiro pelo Sena, o Bateaux.

O que eu não fiz nesse trajeto e me arrependi amargamente : comer o macaron original na confeitaria chiquetelézesima Ladurée.  Há uma unidade próxima à Touleries e outra em Champs Élysées e outras 10 unidades espalhando glamour açucarado pela capital. Eu não fui porque esqueci completamente, vê se pode? Fui lembrar de comer macaron no aeroporto antes de embarcar de volta pra Lisboa. #queburradázeropraela

Dia 2: Os principais pontos turísticos de Paris
  • Au Petit Bistro
  • Pantheon
  • Jardin du Luxembourg
  • Torre Eiffel
  • Arco do Triunfo
  • Galerias Lafayette

Já acordei almoçando porque perdi a hora. Descobri em Latin Quarter o Au Petit Bistro, que tem menus com preço amigo e aquele ar de restaurante local comandando por uma família francesa. Foi lá que meu parzinho Fellipe provou o aquele bicho gosmento escargot pela primeira vez. #nãoobrigada Tudo delicioso mas nada me faz esquecer o creme brulée, meo deos do céu que sobremesa maravilhosa. #recomendo

Leia mais sobre o escargot em: “Turismo gastronômico é para os fortes.

Seguimos então para o Panteão de Paris, que é um dos maiores que já vi na vida, são 110 m de comprimento e 83 m de altura! Na minha visão de pessoa pequenina de 1,58 m parece maior ainda!  Sinceramente, depois de ver Panteões em Roma, Lisboa e Malta, não achei que ia me surpreender com esse gigante francês. Pra falar a verdade ele nem estava no meu roteiro, eu literalmente tropecei nele ao ir do Latin Quarter ao Jardin de Luxembourg. Se você é daqueles que se impressiona com coisas gigantas e é arquitetônico tem que incluí-lo no seu roteiro.

o que visitar em Paris
Não entendi qual é dessas cadeiras aleatórias mas usufruí.

O Jardin de Luxembourg foi mais um pit stop do que uma visita decente. Isso porque era inverno e como você pode imaginar não havia uma florzínea nem uma gramínea verde para fazer fotos princesas no jardim.  Ao tomar ciência disso perdi o interesse na hora, dei meia volta e segui para a Torre Eiffel. Peguei um ônibus direto na porta do jardim que economizou minhas pernas de saracura ainda cansadas do dia 1.

Enfim a Torre Eiffel!! Graças à Deus! É claro que na primeira noite eu já tinha dado uma olhadela nela com as luzinhas piscando mas de dia o charme é outro. Fiquei embasbacada. Ela dispensa apresentações mas é claro que eu vou ter que colocar umas fotos nesse post pra reafirmar que venci na vida. Veja aqui os valores e detalhes da visita à essa lindona.

Após 3 horas de contemplação e 72624 fotos pro Inxxxta foi hora de seguir para o Arco do Triunfo para ter a nossa aguardada visão 360° da cidade luz. Comprei o bilhete fura-fila no ônibus e já cheguei lá bem vip com meu chapéu de 9 euros imprimindo uma importância. Só esse momento “com licença, não preciso ficar na fila” já valeu minha ida à Paris.

Lá do alto a gente perde a noção do tempo. Uma porque a gente fica rodopiando igual à uma criança para apontar todos os pontos turísticos da cidade e outra porque o cérebro fica tentando entender a lógica da rotatória de 9 faixas sem demarcação nem sinal que fica embaixo do arco. Saí de lá tonta. Não aconselho pra quem tem labirintite. Se você é desses, compre aqui seu bilhete.

Não satisfeitos em visitar as atrações mais bombadas de Paris, pegamos ali mesmo um trem ultra master rápido, o RER e desaparatamos no outro lado da cidade, nas Galerias Lafayette. Acredita que o RER levou apenas 2 minutos? Sim, literalmente d o i s  m i n u t o s. O transporte mais rápido que já peguei na vida. Mas voltando às galerias… são mais de 3.500 marcas em um ambiente que esbanja ostentação.  Como sou minimalista, rodei aquilo tudo lá e fui para o último piso onde há uma vista lindona. Saí, como sempre, sem comprar nada. Isso porque sigo um estilo de vida mão de vaca minimalista, para saber mais veja o vídeo no meu canal no YouTube onde conto como eu fui de “a louca das compras” à “não preciso disso” aqui.

Dia 3: Dicas de Paris para amantes de cinema e arte
  • Sacré Coeur
  • Muro Je t’aime
  • Montmatre
  • Moulin Rouge

Minha primeira parada foi o ponto mais alto de Paris, a Sacré Coeur, em Montmatre. É claro que a igreja é imperdível mas o ponto alto desse rolê é conhecer a vizinhança, ou melhor, o bairro que foi cenário do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.  Montmatre é também o berço da boemia parisiense, outrora (bela palavra) habitado por Pablo Picasso, Vincent van Gogh, Salvador Dali e outros artistas menos famosos que não vou citar pois nem eu conheço.  Daí se você estiver na pegada artística pode dar uma googlada para descobrir o restaurante onde Dali comia, o banco em que Picasso sentava, o pombo que van Gogh alimentava…não péra! Enfim, vocês entenderam, o bairro é cheio das referências.

Outra parada cliché é o Muro do Je t’aime, que fica escondido em um lugar nada a ver, mas que rende uma fotoca irada que rende chuva de likes. Cheguei depois das 18h e ele estava fechado. Fiquei sem minha chuva de likes. #triste

Descendo Montmatre abaixo cheguei em outro cenário de filme: o Moulin Rouge. Fiz a Christina Aguilera e divei na porta do cabaret junto com outros 72 turistas. Até cogitei a possibilidade de ver um espetáculo lá – afinal é onde nasceu o can-can – mas por 87 euros por pessoa eu faço a compra do mês. E olha que esse ingresso é apenas para show e champanhe, há opções mais rebuscadas com jantar na casa dos 150 eurícolos.

Deve ser uma experiência memorável mas confesso que não é uma atração que me enche os olhos. Entretanto se você quer curtir umas jogadas de pernas francesas  veja aqui todas as opções de ingresso:

O que faltou visitar em Paris?

Três dias é definitivamente pouquíssimo tempo para desfrutar da capital francesa, então, se você estiver à toa na vida, com tempo sobrando, bem relax, de férias…bem, vocês entenderam…podem (e devem!) visitar:

  • O Centro Georges Pompidou: abriga simplesmente o Museu Nacional de Arte Moderna mais rico da Europa. #divou O ingresso custa a partir de 14€. Conheça o Pompidou.
  • Palácio de Versalhes: fica a 40 minutos do centro de Paris. Veja todas as opções de translados e ingressos para  visitar essa lindeza.
  • A Disneyland Paris: Tem o Mickey falando francês e isso basta. Veja como visitar esse sonho de lugar e comece a se planejar.
Dicas aleatórias

Amei tudo o que eu visitei mas quase morri congelada, repensei várias vezes sobre o que fazer em Paris no inverno  e o bolso esvaziou consideravelmente.  Para evitar ciladas parisienses acompanhe minhas andanças em Paris no YouTube:

Quanto custa viajar para Paris?
  • Passagem aérea Lisboa – Paris Beauvais (Ryanair): 92,80 €. Total 185,60€
  • Taxa extra por cada mala 10kg Ryanair por trecho: 32€
  • Hospedagem 96,00€ por noite por casal. Total de três noites: 289,00 €
  • Transfer Aeroporto – Paris: 17€ o trecho. Total: 68€
  • 10 tickets para o transporte público por pessoa: 29,80€.
  • Restaurante: 53,70€ + 80,08€ + 50,90€. Total: 184,68€
  • Mercado: 7,60€
  • Ingresso fura-fila Arco do Triunfo: 12 €. Total 24€
    TOTAL: 820, 68€

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Mari Neubra é especialista em Planejamento de Viagem e criadora do Plano V. Pesquisa e produz conteúdo de viagem para a internet desde 2016. Já ajudou milhares de viajantes a ganharem o mundo com confiança e controle financeiro. O Plano V reúne estratégias testadas ao longo desses anos em mais de 25 países.