Intercâmbio: o que pode dar errado

T-U-D-O!

Mentira…depende do seu mapa astral, sorte, os contatos que faz e o número de pints tomadas no percurso. Senta que lá vem choradeira…vai ter mais drama que novela da Glória Peres (ainda mais que trata-se de uma aventura no exterior e ela é dessas). Mas não vamos aqui falar da Jade no Marrocos, esse post trata-se das minhas desventuras intercambísticas em Dublin.

Falta de foco

#Focoforçafé já diziam as blogueiras do Instagram. E o que eu fiz? Ignorei essa sábia hashtag e me perdi no meio do caminho. Meu foco era viajar o mundo igual ao Júlio Verne…coisa simples, coida acessível com a ajuda da Ryanair, não é mesmo? Sim, claro! Só tem um pequenito detalhe: são 8 meses de intercâmbio. 1 mês é só para burocracia, 1 mês é para arrumar trabalho, mais 1 mês para arrumar meu lar doce lar (sem ajuda do Luciano Huck), mais 1 mês tentando achar requeijão em Dublin, mais um mês tentando se conformar poque não achou…ou seja: há zilhões de coisas que nos tiram do foco e o tempo voa! Não repita isso em casa. Foca no foco: seja ele o idioma, a imersão, a viagem ou encontrar o boy/a girl magia.

intercâmbio: o que pode dar errado

 A tal da imersão

Em uma cidade com uma comunidade de brasileiros maior do que o número de habitantes do Acre não há uma urgência para interagir com os irlandeses. A nossa sorte é que eles estão sempre quebrando o gelo com perguntas sobre o clima e os planos para o fim de semana (ainda que seja segunda-feira eles mandam um: “Any plans for the weekend?” Oi? Faltam 5 dias, ô Irish!). Por isso um dos meus arrependimentos é não ter forçado uma amizade sincera com os habitantes da ilha esmeralda. Eu poderia, por exemplo, ter entrado nos inúmeros grupos de Meet Up ou ter feito Trabalho Voluntário, mas eu estava mais preocupada com os barracos dos Classificados Dublin. #eusouumaidiota Pra quem tá na pista pra negócio há sempre o Tinder (não sei se isso é bom ou ruim…) O lado bom da comunidade brasileira, entretanto, é que você se sente em casa, acha pão de queijo no Spire e faz amigos pra vida toda. #mejulguem

#DicaTripLog: Faça Workaway no interior da Irlanda, 5 dias que seja, aí sim você vai conhecer o povo, as ovelhas (quiçá lhamas) e a essência do país.

 

 Qualidade de vida X Dinheiro

O salário mínimo da Irlanda está entre os maiores da Europa e há oferta de emprego pra quem não tenha medo da vassoura. Ou seja, quem quer trabalhar 50h por semana e acumular muito ouro inshalá, consegue! Lembrando que nós brasileiros somos pau para toda obra – eu por exemplo trabalhei simultaneamente como intérprete e assistente de chef em um restaurante libanês…vai vendo aí… A questão é que a ganância vai te ludibriando e quando você se dá conta trabalhou sem parar e agora está podre de rico – triste. Como evitar? Não sou capaz de opinar. Como vocês podem ver eu estou mais para “Ai que burra, dá zero pra ela” do que “Coach” de intercâmbio (tem coach pra tudo hoje né, quirids?)

O que quero é provocar a sua reflexão e o mimimi nos comentários. #épraissoquetenhoblog

Tem o clima irlandês

Guarde minhas palavras: se não houver previsão de chuva, saia! Não importa para onde, só vai! E não se limite à Dublin. Eu fui à Malta e não fui à Cork. #eusouumaidiota2 Se houver previsão de chuva (287 dos 365 dias por ano) saia também. Há uma infinidade de museus e eventos gratuitos pela Irlanda e você não sabe até quando estará nessa terra maravilhosa. Como diria minha mãe: “O amanhã à Deus pertence” e a chuva é certa.

Dá pra aprender inglês?

SIM! “- Ain, mas eu já falo fluentemente!” É sério mesmo? Então se eu te jogar numa comunidade nos cafundós da Irlanda você vai entender tudinho? Ha-ha-ha! Não se ache um Cambridge Dictionary ambulante, calce as sandálias da humildade e vá aprimorar seu inglês. Seja tomando todas com os nativos no pub mais próximo, seja incorporando a Hermione perguntadeira nas intermináveis aulas de inglês. Por piores que as aulas sejam, você está com um nativo à disposição, pare de reclamar e pense no seu investimento. #prontofalei #masreclameitambém

intercâmbio: o que pode dar errado

“- E se eu não souber nadica?” Fuja para as montanhas, literalmente. Fuja da língua portuguesa. More com estrangeiro, faça seu intercâmbio no interior da Irlanda, leia o jornal local, assista os YouTubers que os irlandeses amam. Minha recomendação, é o grupo Foil, Arms and Hog, um equivalente ao nosso Porta dos Fundos:

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Mari Neubra é especialista em Planejamento de Viagem e criadora do Plano V. Pesquisa e produz conteúdo de viagem para a internet desde 2016. Já ajudou milhares de viajantes a ganharem o mundo com confiança e controle financeiro. O Plano V reúne estratégias testadas ao longo desses anos em mais de 25 países.