Do intercâmbio à imigração: o que rolou?

Prefácio

Os relatos a seguir referem-se às experiências de uma intercambista que viveu 2 anos na Irlanda e imigrou para Portugal. Qualquer semelhança com a realidade de outras pessoas é porque hoje em dia muita gente faz isso mesmo. Quaisquer palavras sem sentido e/ou aportuguesadas e/ou modificadas foram usadas propositalmente. O uso da palavra propositalmente evita que os leitores apontem erros ortográficos e/ou gramaticais e/ou uso excessivo de e/ou. Digressões são comuns ao longo do texto. Vamos então às fases do intercâmbio à imigração.

Fase 1: Acorda pra vida
imigração
Lidando com as surpresas do intercâmbio.

Há vários motivos que levam o indivíduo a sair de seu país, dentre eles a autodescoberta e a sede por novos desafios. No quesito autodescoberta você rapidamente descobre que tem que pagar contas do mesmo jeito e que tem mesmo é que descobrir uma forma rápida de ganhar dinheiro. #tragoverdades No processo acaba se conhecendo melhor, mas não confunda intercâmbio com retiro espiritual porque na maioria das vezes the grill is hot* , ou seja: a chapa é quente. *tradução propositalmente errada por motivos humorísticos, guarde seu mimimi

Então você saiu do país, passou perrengue, se arrependeu, se desarrependeu, descobriu que suas várias qualificações acadêmicas não valem tanto assim no exterior, que vai ter que encarar subemprego e que não repetir roupa é frescura de brasileiro. Ainda na fase das descobertas, descobre que o idioma dos livros de inglês só é falado pelos personagens que habitam esses livros (John, Susan, Peter e cia), que o inglês nativo pode parecer com várias outras línguas, menos aquela que você aprendeu no cursinho.



Fase 2: Oi? Já está acabando?

Ok, você sobreviveu à fase 1. Agora está acomodado, já sabe onde comprar leite moça e outros quitutes brasileiros. Já viu uma jaca ser vendida por 250 eurícolos.

jaca
Jaca brasileira é flagrada no centro de Dublin.

Já respondeu perguntas variadas sobre a Copa de 2016, o Lula, o samba e se você já foi na floresta Amazônica. What??? Que tipo de brasileiro é você que nunca visitou sua própria floresta? Tipo 75% do brasileiros que eu conheço, gringo! Afe… Na fase 2 você começa a se questionar se renova o visto ou se volta pro feijão da sua mãe (tempero melhor não há). Mas ainda há tantos países que você pode conhecer…ainda mais agora que está imitando o sotaque local direitinho…(sabe de nada inocente, tá ridículo!) E a neve? Ainda não vi neve! Voltar pro Brasil sem ir à Paris então nem pensar! Por outro lado…vou ficar brincando de ser estudante até quando? E a minha carreira? Vai ficar estacionada? E o valor desse visto?

Eu pagando a renovação do visto

Noites sem dormir, opiniões aleatórias de amigos, amigos bem-sucedidos postando sobre seu super emprego no Facebook, amigos aventureiros e suas viagens no Instagram. Como decidir? Estudos indicam que a maioria renova o visto. Estudos não comprovados. Outros estudos comprovam que 8 meses depois as mesmas dúvidas voltam para te atazanar. Deja vú ou Karma? Os estudos não mostram nada a esse respeito mas eu voto no Karma.

Fase 3: A hora da verdade

Se você não pretende voltar para a terra de Cabral (Pedro Álvares e Sérgio, estamos bem arranjados…), a hora é essa: ou você consegue um visto ou consegue um visto. Sobre formas legais de conseguir um visto escrevo mais pra frente porque senão esse textículo vira uma tese de doutorado em blogologia (ninguém merece). Porém existe uma terceira opção oculta que está se tornando muito popular: a imigração. Não, não estou falando daqueles agentes super simpáticos do aeroporto que te olham como se você fosse um filhote de cruz-credo (tem hífen?).

Ela é simpática ela.

Refiro-me à um terceiro país, que você “escolhe” para chamar de seu porque não tem outras opções visto que você está com cagaço de encarar o Brasil varonil. Tal país é mais conhecido como Portugal, Primeiro de seu Nome, Reduto dos Brasileiros Expatriados, Reino dos Pastéis de Belém, Novo Lar Dessa Blogueira Que Vos Escreve. Se também for da Irlanda para Portugal, compre aqui sua passagem (sim, é jabá) #mejulguem:

Skyscanner

imigração
É hora de dar tchau, Irlanda!
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Hello Portugal! Obrigada Fellipe pela mãozona na foto!



Fase 4: A imigração

Bem vindo de volta! O intercâmbio foi um belo sonho. As primeiras semanas são povoadas por flashbacks e sensação que você tinha bebido demais. Seria uma ressaca ou seria você voltando a ser adulto? Ambos, quirids! Só resta arregaçar as mangas, correr atrás de documento, do ônibus, de casa, de emprego, de plano de saúde, da segurança social, do cartão cidadão, do chip de celular e principalmente de uma academia (morar em Portugal vai te engordar muito). Muito. Não acredita? Leia aqui. Você troca a pint irlandesa pelo vinho português. Um sotaque incompreensível por outro sotaque incompreensível. O novo país vai tomando ares de casa. Você curte o sol, a segurança e a tranquilidade. Muita gente vai vir te visitar, afinal, Portugal está na crista da onda. Estou aqui à seis meses e não houve um mês no qual eu não recebesse familiares e amigos da Irlanda e do Brasil. E isso é bom! É bom demais! Resumo da ópera: morar no Brasil é bom, fazer intercâmbio é bom, imigrar é bom também, ou seja: não chegamos à conclusão nenhuma, desculpa ae. Quem sou eu para dar aqui a receita do intercâmbio perfeito ou de como imigrar. Siga o seu coração e seja feliz onde quiser (e me segue no Facebook pra eu ser feliz também).

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Mari Neubra é especialista em Planejamento de Viagem e criadora do Plano V. Pesquisa e produz conteúdo de viagem para a internet desde 2016. Já ajudou milhares de viajantes a ganharem o mundo com confiança e controle financeiro. O Plano V reúne estratégias testadas ao longo desses anos em mais de 25 países.