7 tipos de viajantes que irritam outros tipos de viajantes

“Se você quer manter uma amizade, jamais viaje com essa pessoa”, já dizia alguém que não me lembro. Creio que todo mundo tenha uma história de como perdeu ou quase perdeu uma amizade no meio da viagem, entre um aeroporto e um souvenir. Cara feia e barraco estilo “Casos de Família” então, nem se fala. Até mesmo viajando em casal, volta e meia rola um quebra-pau porque cada um quer fazer uma coisa. Esse fenômeno ocorre porque há vários perfis de viajantes e quando esses decidem fazer um roteiro juntos é treta na certa.

1. O peregrino espiritual

É aquele cara que viaja em busca do seu verdadeiro EU e da paz interior. 🙏 É zen e quer se libertar do materialismo. Não pode ver uma grama dando sopa, que estende logo uma canga e começa a fazer Yoga. Eu mesma conheço um que fez o Caminho de Santiago coletando pedras (não entendo). Não vou citar nomes porque não é do meu feitio, mas vide foto do indivíduo abaixo:

O peregrino tentando arrumar mais uma pedra para sua coleção. #semnoçãodetamanho

Ele exibe um nível de auto-conhecimento e maturidade que irrita qualquer um. “Serumaninho” desagradável, viu? Como ele vive em Nárnia, jamais participa de qualquer roteiro mais glamuroso. Fazer uma vaquinha para aquele passeio de gôndola em Veneza ou se perder em um outlet em Miami nem pensar. Por outro lado ele tende a não dar palpite ou te perturbar, simplesmente some pela cidade e aparece à noite no hostel com aquele semblante de quem teve o melhor dia de sua vida.

2. O rei do camarote

Qual é o objetivo de uma viagem? Conhecer novos lugares e culturas. De que forma? Acordando cedo e explorando o máximo. Ha-ha-ha 😂😂😂 “acordar cedo” é um verbo jamais conjugado por esse “viajante”. Ele foge da luz do sol mais do que um vampiro.😈 O negócio dele é balada. Dorme às 5 da manhã, acorda com uma ressaca daquelas, toma um Engov e se prepara pra mais uma noitada. É aquele cara que começa todas as histórias de viagem com: “Aí a gente estava muito bêbado….” e termina com: “nem sei como cheguei no hotel”.

Foto com ponto turístico é para os fracos, o ponto alto da viagem do rei do camarote é a foto com o DJ.

A cultura local é medida através da qualidade da bebida e museu é coisa de velho. O lado bom é que o pouco tempo que passamos com essas figuras é diversão garantida. Transformam qualquer viagem chata pra uma cidadezinha no fim do mundo em uma noite em Las Vegas.💃🍻🍷🍾

3. O mão-de-vaca

“Conseguiu comprar uma passagem por 50 euros? Tá caro! Eu paguei 1 euro na promoção da Ryanair!”.

Adora moedas e tem visão de raio X especialmente calibrada para achar dinheiro no chão.

É o cara que se programa minuciosamente meses antes para montar um roteiro composto 100% por atrações gratuitas e sempre dá a desculpa que determinado museu “não vale isso tudo” ou “só bater foto na frente pra postar no Facebook tá ótimo”! Ou seja, se tiver que pagar, ele sofre.

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 Experimentar a culinária local? Só se for em feira de rua. É o tipo de turista cujos olhos brilham ao ver um supermercado.👀 Ele simplesmente abandona o passeio que for e entra para comprar as 3 refeições do dia, compostas por sanduíche, biscoito e salada de macarrão daquela sessão de comidas prontas. É porém a melhor pessoa se você estiver viajando com o orçamento limitado, ele vai te ensinar a se divertir com pouco.💰

4. O sabe-tudo

Já desce do aeroporto sabendo o número do ônibus para o hotel, o valor da passagem e toda a programação do dia com a duração de cada passeio. Não pode ver um local de informações turísticas que cata todos os panfletos e mapas para certificar-se que nada fique de fora. Tem 3 ou 4 guias de bolso e transforma qualquer ida à padaria numa expedição.

A confiança no olhar de quem sabe e-za-ta-mentchy o que vai fazer em cada minuto dos 15 dias de viagem.

Traz consigo planilhas detalhadas com o melhor do melhor pra se fazer. Não satisfeito enche a planilha de comentários que incluem links, horário de abertura, valores do ticket e relevância histórica e cultural de cada atração. E nomeia essa planilha como “Roteiro 3 dias em Londres”. Visto que passou 5682 horas no Google, tem mania de ficar contando os detalhes que ninguém perguntou a cada parada (chato pra cacete). Faz a visita guiada só pra ficar enchendo o saco do pobre do guia com perguntas complexas. O companheiro ideal para quem quer viajar no “modo avião”, é só deixar por conta desse indíviduo que ele te leva de um lado por outro e você vai se sentir com um consultor particular. Se você não é esse cara, precisa já usar o nosso Guia de viagem para perdidos. 

5. O blogueiro

De longe o tipo mais chato. Tem mais câmeras que uma excursão de japoneses. É celular, bateria extra, pau de selfie, tripé e não satisfeito ainda vai te atazanar pra bater foto dele no ângulo certo. É uma necessidade doentia de registrar até o vôo do pombo. Tem mania de selfie e bate a mesma foto 43 vezes para que saia 1 no ângulo certo. Não resiste à uma parede com arte de rua e uma foto olhando pro chão.

Já entra no McDonald’s pedindo a senha do Wi-Fi e editando as fotos e vídeos pra postar. Conclusão, vê 90% da sua viagem pela tela do celular e pouco interage com os coleguinhas.

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Mas…manja dos paranauês da fotografia e pode fazer um book incrível das suas férias. Falando nisso, #meseguequeeusigodevolta no Inxsta.

6. O bicho-grilo

Adepto do mochilão. Vive à base de frutas guardadas na mochila, pizza e outras coisas que a natureza dá.🌿 Seu uniforme é composto por chinelo de dedo, bermuda e um casaco multiuso. Se o clima esquentar não hesita em amarrar a blusa na cabeça para seguir a caminhada e/ou pedir carona na beira da estrada.

Se não for pra lançar um turbante no meio do caminho ele nem viaja.

No seu roteiro sempre tem umas 2 ou 3 noites de sono em bancos de rodoviária e aeroportos. Move-se à base de reggae e livros inspiradores (que compõem 40% da sua bagagem). É daqueles que dançam ao lado do músico de rua e pouco importam com o que os outros vão pensar. O problema é que com esse comportamento estilo “caiu do caminhão de mudança” acaba sendo barrado em restaurantes e boates. Por outro lado, é do tipo que sempre reverte uma situação ruim e vai te ajudar muito na hora do perrengue.

É do tipo que não faz seguro de viagem, segura na mão de Jah e vai. Não seja como o bicho-grilo, faça seu seguro aqui.

7. O esfomeado

Só viaja pra comer, nem se importa em que cidade está pousando. O roteiro gastronômico é tudo o que interessa. Mas não pense que ele se importa com quantas estrelas Michelin o restaurante tem … ele é bem eclético…vai do podrão de Madureira à um Jantar na Torre Eiffel com a mesma satisfação.

Escolhendo as “atrações” do dia.

Vejamos como funciona a cabeça desse “turista”:

Itália=massa
Portugal=bacalhau
França=queijo
Bélgica=chocolate
Brasil=rodízio
Avião=barra de cereal
Hostel=café da manhã grátis

Roteiro Chocólatra

Roteiro vegetariano pão-duro em Dublin
Roteiro Lisboa para comilões

O estômago dele não tem fundo, acaba de uma refeição e já sai pela cidade buscando uma barraquinha de  guloseimas locais. Vai acumulando saquinhos com essas guloseimas na bolsa que acabam virando o mata-fome da madruga. O bom de estar com ele é que você resolve qualquer desentendimento com a frase: “Então vamos comer!”.

E você, já se identificou acima? E os seus amados companheiros de viagem, se enquadram em que categoria? Que comece a discórdia!😅

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Mari Neubra é especialista em Planejamento de Viagem e criadora do Plano V. Pesquisa e produz conteúdo de viagem para a internet desde 2016. Já ajudou milhares de viajantes a ganharem o mundo com confiança e controle financeiro. O Plano V reúne estratégias testadas ao longo desses anos em mais de 25 países.